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Pano de Boca - Teatro Chaby Pinheiro

          ré, reservando para o interior o verdadei-  nobres — entre os quais ouro aplicado na
          ro  encanto  do  edifício,  onde  se  revela  a   pintura —, o conjunto decorativo apresen-
          identidade profunda do Chaby Pinheiro: a   ta alegorias à comédia e à tragédia gre-
          estrutura integral em madeira da plateia e   gas, motivos florais  no teto e uma figura
          das galerias, a fluidez das linhas, a esca-  feminina de inspiração clássica no pano
          la intimista e o equilíbrio entre funcionali-  de boca, que continua a olhar a plateia
          dade e expressão artística.        quase cem anos depois.
           Após uma interrupção prolongada das   A inauguração, a 5 de fevereiro de
          obras, o projeto seria retomado em 1923,   1926, revestiu-se  de  grande  simbolismo,
          com um novo impulso decisivo graças ao   tendo a abertura da sala contado com a
          apoio financeiro  da  Casa  da  Senhora  da   presença do ator Chaby Pinheiro, cuja
          Nazaré, que disponibilizou uma verba ex-  companhia levou à cena O Leão da Estre-
          traordinária para a época.  A fase final de   la e O Conde Barão, e foi em homenagem
          execução contou com a intervenção de   a  esse  momento  fundador,  que  o  teatro
          Frederico Ayres, responsável pelos cená-  adotou o nome do ator, designação que
          rios, frescos decorativos e pelo pano de   perdurou e se tornou indissociável da me-
          boca  de  cena,  que  ainda  hoje  constitui   mória cultural da Nazaré.
          uma das imagens mais emblemáticas do   O ator Chaby Pinheiro (1883–1934) foi
          teatro, executado com recurso a materiais   uma  das  figuras  mais  populares  e  caris-

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