Page 3 - Agenda Municipal de Janeiro/Fevereiro/Março
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EDITORIAL
                 TRADIÇÕES VIVAS





                ntre o Carnaval e a Páscoa, a Naza-  ções, a cultura e o convívio, sendo, simulta-
                ré reencontra-se com as suas raízes   neamente, um convite humilde à participação,
                mais profundas, em que a rua volta   à descoberta e à valorização do que é nosso.
         Ea ser palco principal, a conversa re-  Queremos que tire o maior proveito possí-
          gressa  como  forma  primeira  de  transmissão   vel da oferta, reviva memórias que mantemos
          de saberes e a convivência  assume o papel   vivas e junte o seu saber ao nosso para que,
          central na vida comunitária.       juntos,  construamos  um  futuro alicerçado  no
           Nos  jogos  de  rua,  nas  brincadeiras  e  nos   que nos une, no que nos diferencia, e no que
          encontros espontâneos aprendiam-se as coi-  nos move rumo a um desenvolvimento amigo
          sas da vida, namorava-se, trocavam-se ideias   de todos e aliado de todos.
          e fortaleciam-se laços, em práticas ancestrais   Espero,  muito  sinceramente,  que  esta
          que continuam, hoje, a marcar a identidade da   Agenda Municipal se afirme como um verda-
          nossa  terra,  volvidos  anos,  vividas  experiên-  deiro  farol  da  atividade  cultural,  social  e  cí-
          cias,  acompanhadas  as  evoluções  sociais  e   vica  do  concelho,  reunindo  a  diversidade  de
          adaptadas as necessárias modernizações.   iniciativas que dão vida ao território ao longo
           No  Carnaval,  essa  vivência  expressa-se   do ano, assumindo-se como um instrumento
          com  intensidade,  criatividade  e  irreverência;   informativo, mas também como um ponto de
          mas na Páscoa ganha solenidade e muito sim-  encontro entre a comunidade, as associações,
          bolismo como só a  nossa terra e  as nossas   os agentes culturais e os cidadãos, valorizan-
          gentes  o  sabem  fazer  e  apresentar  a  quem   do o que se faz, promovendo a participação
          nos visita. Nos dois momentos, saímos para   ativa e reforçando o sentimento de pertença e
          a  avenida  e  vestimos  o  traje  tradicional,   identidade coletiva do concelho.
          aqui envergado na sua expressão mais    Boas leituras.
          rica,  afirmando  pertença,  memória  e
          continuidade em rituais coletivos que
          atravessam  gerações  e  que  fazem      Fátima Lourenço
          da  tradição  um  património  vivo,      vereadora da Cultura da Câmara Municipal
          partilhado e sentido, mostrado e            da Nazaré
          admirado.
           Esta  Agenda nasce desse
          espírito,  pois  pretende  dar  a
          conhecer  as  atividades  pro-
          movidas pelo Município e pe-
          las  suas  coletividades,  refle-
          tindo a vida da comunidade, o
          seu dinamismo e a dedicação
          de quem mantém vivas as tradi-
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